Foguetão Vega lançado com sucesso e contribuição portuguesa

4 Setembro 2020

O Vega VV16 leva, finalmente, até ao espaço 53 satélites. Neste lançamento, encontra-se tecnologia portuguesa e a novidade de ser o primeiro voo de serviço de viagens partilhadas.

O Vega VV16, foguetão do consórcio formado pela ESA (Agência Espacial Europeia), CNES (Centro Francês de Estudos Espaciais), Arianespace e Avio, foi lançado às 2h51 de 3 de Setembro (hora de Lisboa), na base espacial de Kourou, na Guiana Francesa.Após o falhanço em 2019 e os sucessivos adiamentos devido à pandemia e à falta de condições atmosféricas favoráveis, o foguetão Vega VV16 rumou ao espaço levando consigo 53 satélites, com tamanhos, origens e propósitos diferentes.

Este voo, que durou cerca de duas horas, abre assim caminho para um novo serviço de transporte partilhado (“rideshare”) para o depósito de satélites leves no espaço. Através de um novo dispensador SSMS (Small Spacecraft Mission Service), o Vega foi libertando os satélites numa sequência coordenada progressiva em duas órbitas solares diferentes.

Este é um passo importante para o setor espacial, pois marca o início deste conceito de “rideshare”, que reduz, de forma manifestamente relevante, o custo de lançar um satélite para o espaço.

 

A Contribuição Portuguesa

Cerca de metade dos 53 satélites transportados no lançamento desta quinta-feira vêm de estados europeus. Portugal tem um envolvimento bastante significativo no conteúdo transportado por este foguetão, sobretudo através do trabalho da DEIMOS Engenharia, da D-Orbit e da EDISOFT (todas empresas do Cluster), as três em planos diferentes:

  • A DEIMOS lidera, em parceria com a Universidade Politécnica da Catalunha, o consórcio responsável pela Missão FSSCat, vencedora do prémio Copernicus Masters S3. A bordo do Vega VV16, esta missão de Sistema de Satélites Federados lançou dois satélites para Observação da Terra, que comunicarão entre si, com o objetivo de recolher dados e informações que poderão ser utilizados na prevenção de incêndios e no combate às alterações climáticas.
  • A D-Orbit tem um dos seus microssatélites também a bordo – o ION SCV LUCAS –, que leva à sua boleia mais 12 pequenos satélites e cuja operação é um marco significativo para o mundo do hardware espacial impresso em 3D (“New Space”).
  • A EDISOFT contribui com o seu software RTEMS para o microsatélite de 113kg, ESAIL. A componente de software faz parte do sistema de comando e controlo, que visa apoiar os algoritmos e os cálculos que asseguram a segurança das rotas marítimas mundiais através do espaço.

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